4 de junho de 2026

Cidade de SP tem maior taxa de transmissão de Covid desde início da pandemia

Cidade de SP tem maior taxa de transmissão de Covid desde início da pandemia

A taxa de transmissão de Covid-19 na cidade de São Paulo nunca esteve tão alta, segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Unesp. De acordo com os cientistas, nesta quarta-feira (26) a taxa está em 1,79, o que significa que cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 179.

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O pico anterior havia sido em março de 2021, na segunda onda da Covid, quando este índice chegou a 1,70.

De acordo com os pesquisadores, o número atual está em aceleração, e a previsão é que no dia 31 de janeiro a taxa de transmissão chegue a 1,86.

Simbolizado por RT, o “ritmo de contágio” é um número que traduz o potencial de propagação de uma doença: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança. Quando é menor, ela recua.

Ocupação de hospitais

Esta alta reflete na ocupação dos hospitais públicos da cidade que são referência na doença. No Hospital da Brasilândia, na Zona Norte da capital, a ocupação de UTI é de 86% e na enfermaria, 86%.

No Hospital Guarapiranga, na Zona Sul, a UTI tem 76% de ocupação, com 144 pacientes, e a enfermaria 68% de leitos ocupados, com 47 pacientes.

Nos hospitais particulares a situação também é preocupante. A taxa de ocupação de UTIs de 80% deles está em torno de 40%.

Alta demanda de testes

A cidade de São Paulo recebeu na segunda-feira (24) 350 mil testes rápidos de Covid-19. A Prefeitura acredita que o estoque atual seja suficiente para atender a população por mais 30 dias. A procura por testes é grande nos postos de saúde e em clínicas particulares da capital há semanas.

A Prefeitura informou que um novo pregão será aberto para a compra de mais 1 milhão de testes nas próximas semanas, de acordo com a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em saúde da capital, Sandra Sabino.

“Diante da ômicron no mundo, o número de casos, em todos os países, a demanda por testes tem sido muito grande, então os laboratórios não vêm dando conta de entregar encomendas dos estados e dos países.”