9 de julho de 2026

Impactos da privação de sono na saúde: ansiedade, diabetes e problemas sexuais

Impactos da privação de sono na saúde: ansiedade, diabetes e problemas sexuais
Wake up of an asleep girl stopping alarm clock on the bed in the morning. woman sleeping and wake up to turn off the alarm clock in the morning
imagem ilustrativa. (pessoa dormindo).

Dormir bem não é apenas crucial para evitar olheiras; o sono desempenha um papel fundamental na saúde geral do corpo e da mente. O sono de qualidade impacta o humor, a vida social, os sistemas imunológico e cardiovascular, o desempenho no trabalho e a saúde conjugal. Monica Andersen, diretora do Instituto do Sono e professora da Unifesp, destaca que o sono é vital para o equilíbrio interno do organismo, agindo como o principal promotor desse equilíbrio.

A privação crônica de sono pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo:

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1. Distúrbios Cardiometabólicos: O sono insuficiente está associado ao aumento do risco de diabetes gestacional, obesidade, diabetes, doença arterial coronária e doenças cardiovasculares.

2. Sistema Imunológico e Infecções: O sono equilibra o sistema imunológico, e sua deficiência está relacionada a uma resposta prejudicada a vacinas, aumento do risco de Covid-19 e resfriado comum.

3. Problemas Neurológicos: O sono é essencial para a consolidação da memória, e distúrbios do sono podem contribuir para o declínio cognitivo e aumentar o risco de Alzheimer e doenças relacionadas.

4. Distúrbios Psiquiátricos e Psicológicos: O sono regula a emoção e o bem-estar psicossocial. A falta de sono aumenta o risco de ansiedade, depressão grave e transtorno bipolar.

5. Problemas Sexuais: Estudos indicam que a privação de sono pode reduzir o desejo e a excitação em mulheres, enquanto nos homens, pode aumentar o risco de disfunção erétil e diminuir a produção de testosterona.

Segundo a neurologista Dalva Poyares, uma boa noite de sono é essencial para o funcionamento adequado do corpo, influenciando positivamente a imunidade, o raciocínio e a saúde cardiovascular. A privação de sono deve ser encarada como um problema quando se torna recorrente, afetando a qualidade de vida.

Não há um número exato de horas recomendadas para dormir, pois varia de pessoa para pessoa e com a idade. O adulto geralmente precisa de 7 a 9 horas de sono, mas a individualidade deve ser considerada. A qualidade do sono é subjetiva e está associada a acordar espontaneamente, passar o dia bem e sentir-se disposto.