16 de julho de 2026

Aneel anuncia bandeira amarela nas contas de luz para novembro

Aneel anuncia bandeira amarela nas contas de luz para novembro
Conta de luz deve ficar mais barata em novembro Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Conta de luz deve ficar mais barata em novembro Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária amarela será aplicada nas contas de luz em novembro, trazendo um alívio nas tarifas para os consumidores. Atualmente, em outubro, está em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que representa uma cobrança adicional de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A partir do próximo mês, esse valor será reduzido para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A nova tarifa será válida para todo o país, com exceção de Roraima, que não integra o sistema interligado nacional de energia.

Segundo a Aneel, a decisão de alterar a bandeira foi possível devido à melhora nas condições de geração de energia no Brasil. No entanto, a agência alerta que, apesar da melhora, as previsões de chuvas e os níveis dos reservatórios ainda estão abaixo da média, o que torna necessário manter parte das termelétricas ativas para garantir o abastecimento.

- Publicidade -

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias?

O sistema de bandeiras tarifárias ajusta os custos de acordo com as condições de geração de energia. As bandeiras são divididas em quatro cores, cada uma com seu custo adicional:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração; não há acréscimo na tarifa.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis; acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições de geração mais custosas; acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais caras de geração; acréscimo de R$ 7,877 para cada 100 kWh consumidos.

O sistema é uma forma de sinalizar ao consumidor o custo real da energia, que pode aumentar em períodos de baixa chuva, quando é necessário acionar termelétricas, que possuem custos de operação mais elevados.