10 de junho de 2026

“Tomaremos as providências para devolver a ponte à população”, afirma Mailza sobre desabamento em Sena Madureira

Durante agenda pública, governadora destacou que o Estado cobrou celeridade nas investigações e garantiu que o direito de ir e vir dos moradores do Segundo Distrito será restaurado.

“Tomaremos as providências para devolver a ponte à população”, afirma Mailza sobre desabamento em Sena Madureira

O desabamento parcial da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, voltou a pautar as declarações da governadora Mailza Assis nesta quarta-feira (10). Durante o cumprimento de uma agenda institucional na Vila do Incra, localizada no município de Porto Acre, a chefe do Executivo estadual quebrou o silêncio sobre os desdobramentos técnicos do acidente ocorrido na última sexta-feira (5) e assegurou que o governo estadual agiu de forma imediata no envio de socorro e na abertura de investigações rigorosas para apurar as causas reais do colapso estrutural.

De acordo com a governadora, uma força-tarefa composta por múltiplas pastas governamentais e forças de segurança pública foi deslocada para o município logo após o desastre logístico. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Civil e das secretarias de Assistência Social e de Saúde atuaram diretamente no suporte emergencial às vítimas e no isolamento da área de risco. Paralelamente, engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) acompanham os levantamentos de engenharia junto aos técnicos da empresa executora da obra para diagnosticar as falhas que culminaram na queda do vão.

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“As investigações seguem e nós tomaremos as providências que forem necessárias para devolver a ponte e garantir à população de Sena Madureira aquele caminho. Também vamos assegurar a responsabilidade do Estado em relação às construções e às obras que estamos entregando à população.”

Mailza contextualizou a relevância socioeconômica da estrutura para a região, lembrando que a construção da passarela urbana correspondia a uma reivindicação histórica das famílias do Segundo Distrito, que há décadas sofriam com o isolamento e as dificuldades crônicas de acesso ao centro comercial sena-madureirense. A gestora pontuou que o Estado cumpriu o rito legal de contratação, empenho financeiro e entrega do bem público, classificando o colapso estrutural repentino como uma “fatalidade” que agora exige responsabilização. O Palácio Rio Branco aguarda a conclusão dos laudos periciais e de engenharia para definir as ações jurídicas e financeiras que guiarão a reconstrução do trajeto.

Por: Victor Bastos