Polícia prende família envolvida em estupro de boliviana de 14 anos e chacina na fronteira do Acre

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Quatro pessoas foram presas, nessa sexta-feira (16), na zona rural da cidade de Acrelândia, no interior do Acre. Eles são suspeitos de participar da morte de uma família boliviana após o estupro de uma adolescente de 14 anos.

O cumprimento dos mandados de prisão preventiva deles foi feito pela Polícia Civil após vários dias de investigações. A família estava em um acampamento montado em uma área de mata fechada.

O delegado Samuel Mendes, responsável pelas investigações, disse ao G1 que entre os quatro presos estão o pai, um casal de filhos e um genro. Do grupo, apenas o pai não teria participado diretamente do crime, mas ele seria o “líder”.

“Ele acabou sendo preso porque seria o patriarca da família, deu suporte. E essa família já vinha agindo há algum tempo na localidade praticando vários delitos, então acabou formando uma organização criminosa e têm praticado vários crimes de furto, ameaça”, disse o delegado.

O crime ocorreu no último dia 13 de setembro, na área de fronteira entre o Acre e a Bolívia, depois que o pai da menina flagrou um acreano estuprando a filha e decidiu amarrá-lo para chamar a polícia.

Parentes do suspeito de estupro então apareceram e atacaram a família boliviana em sua propriedade, que fica perto das cidades de Acrelândia e Plácido de Castro, no Acre. Após atirar contra a família (mãe e dois filhos morreram), os suspeitos ainda queimaram a casa.

A adolescente foi baleada e passou por duas cirurgias, na última quinta-feira (15). Um foi feito por uma equipe de ortopedista, em um dos braços; e o outro por um cirurgião buco-maxilo-facial, no pronto-socorro de Rio Branco, onde está internada. A menina já havia passado por uma cirurgia no braço no mesmo hospital assim que foi internada.

A gerência do hospital informou neste sábado (17), que a paciente continua reagindo bem no pós-cirúrgico e está em programação de alta e que ela está sendo acompanhada pelo Serviço Social e Psicologia do PS.

Encaminhados ao presídio

Após a prisão, a família foi ouvida na delegacia e depois encaminhada ao presídio em Rio Branco. O delegado informou que eles foram indiciados por homicídio, ocultação de cadáver e apenas o que estuprou a menina teve acrescentado o crime de estupro.

“Após o crime, eles montaram um acampamento e passaram a viver dentro da mata, escondidos. Ainda temos mais algumas diligências, perícia em aparelhos celulares que foram apreendidos para poder alimentar o máximo possível esse inquérito”, acrescentou Mendes.

O delegado disse que a polícia ficou em monitoramento para conseguir fazer a localização deles e que na delegacia, os três que estavam envolvidos diretamente no crime contaram como ocorreu e o que cada um teria feito.

g1acre

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